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Arquivos mensais: Novembro 2011

“Senhor, livra-me de mim!…”

 
 
 

“Minha vida seja digna da tua presença. Meu corpo seja digno da terra, tua cama. Minha alma possa aparecer diante de ti como um filho que volta ao lar.
Torna-me grande como o Sol, para que eu te possa adorar em mim;
Torna-me puro como a lua, para que eu te possa rezar em mim;
E torna-me claro como o dia para que eu te possa ver sempre em mim e rezar-te e adorar-te.
Senhor, protege-me e ampara-me.
Dá-me que eu me sinta teu.
Senhor, livra-me de mim.”
 

Fernando Pessoa

 
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Publicado por em Novembro 13, 2011 em Divinas Rendas

 

É, eu escrevo…

Eu escrevo porque ALGO em mim não cabe aqui dentro…
Pede espaços maiores e mais puros
Pede pra ser o mundo
Pede para sair pelo mundo
Pede para voltar, vez por outra, de onde veio…
Pra rever “a Verdade”, para alimentar-se na Fonte.
E volta…
Volta cheia daquele Amor que realmente importa.
E este Amor precisa manifestar-se de alguma forma
E manifesta-se em palavras
Palavras que são tecidas e depois bordadas como rendas.
Muitas vezes estas palavras falam de dores
Dores que este Amor nos faz encarar a fim de que a Cura se faça
Isto porque estas dores, fortes, doídas, agudas
Nos mostram o quanto estamos separados de nossa Essência.
Amor não é dor
Mas muitas vezes a utiliza a fim de nos mostrar
E,principalmente, a fim de nos fazer sentir  qual é nossa Melhor Opção.
Outras vezes estas palavras falam de esperança e de Fé:
Os dois acessórios imprescindíveis para que nossa vida seja de fato feliz!
E elas também fazem convites
Convites para que olhares novos se façam
Com o intuito de assistirmos ao Grande Espetáculo que é estar aqui
E que tantas vezes apenas o vislumbramos, com nuvens de cansaço, tristeza e desesperança no olhar.
Palavras podem ser as estrelinhas que Deus usa para embelezar noites escuras
E podem ser o Sol que aquece, alimenta e parece trazer a Alegria para espaços outrora vazios…
É, eu escrevo!
Como sabiamente nos fala Augusto Cury
Escrevo para que eu mesma possa entender as “grandes perguntas da vida”
E vivenciar o poder e o deslumbramento de “Grandes Respostas”
Escrevo para que as palavras possam ir formando, principalmente para mim mesma
O Grande e Maravilhoso Quebra-cabeça
Que se chama VIDA!!!
 

 Luiza Gonçalves

 
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Publicado por em Novembro 6, 2011 em Bordando Palavras

 

Viver por viver…

Inúmeras vezes,  parece que nossa alma “se agita” dentro de nós…
Ela pede libertação. Libertação da gaiola de metal formada por nossas crenças limitantes e por todas as mentiras que continuamos alimentando sobre nós mesmos, sobre a vida, sobre Deus!
Quando vivemos contra seus anseios a dor se transforma em fiel companheira. A dor é o alerta da alma. É seu grito de socorro. É a maneira que ela encontra de nos chamar à Vida, aquela Vida que verdadeiramente importa. Ela grita, agita-se, talvez chamando nossa atenção para que voltemos nossos olhos para os antigos sonhos, cuja energia era tão poderosa que julgávamos, sem sombra de dúvida, capazes de realizá-los. Para aquela força interna que nos movia outrora e era ela, nossa alma, a fazer-se notar dentro de nós com toda a sua plenitude. Éramos crianças, mas éramos puros e felizes. Éramos adolescentes, mas éramos fortes, podíamos transformar o mundo… e o mundo começava em nós como sempre deveríamos considerar… Intuitivamente sabíamos disso. E conquistávamos: pequenos,  mas maravilhosos objetivos. Nossa alma se manifestava com esplendor!
 Adultos, fomos nos esquecendo de sua luz, de sua força. Aceitamos programações externas e continuamos a alimentá-las dia após dia. Achamos que somos este produto que o “meio” formou. Endurecemos nosso coração e vivemos pelo senso-comum. Fingimos ser o que esperam de nós. Mas quem são estes que esperam de nós muito menos do que somos de fato? Quem são estes que nos julgam, nos apontam dedos ameaçadores senão “obras inacabadas” como nós que se esqueceram de ouvir suas almas e vivem presos nas gaiolas da arrogância, da verdade pessoal errônea e limitadora do seu “sobreviver”? Quem são estes que esperam que continuemos jogando seus jogos, cujos ganhadores já estão pré-determinados?
Esquecemos do Amor. Amor transformou-se em palavra simples demais para representar sentimentos simples demais. Aprendemos que amar pede jogadores exemplares, que planejam e manifestam palavras e performances para serem aceitos. Aceitos por quem nem sabe o que é o real significado do nome que dão ao jogo…
Vivemos dentro de padrões aceitos e defendidos por seres humanos que esqueceram sua essência divina. E nossa alma se rebela. Ela lança, vezes sem conta, o seu “chamado”.
Simplesmente porque ela aguarda ser libertada dos jugos impiedosos do nosso “viver por viver”.
 
Ela continua a nos fazer o seu Divino e Poderoso convite, que pode ser retratado na letra da música abaixo. Até quando a deixaremos esperando?
 
 


  
 
 
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Publicado por em Novembro 3, 2011 em Bordando Palavras