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Arquivos mensais: Maio 2012

“Energia Pura”

Outro dia eu assisti a um filme,” ENERGIA PURA” que  “mexeu”  de maneira profunda em mim.
Quantas vezes nos esquecemos que dentro de um corpo feio, maltratado pelo tempo ou pela fisiologia existe uma alma… Uma alma que sente, que sofre, que se entristece, mas que esquece, por causa dos “HUMANOS” de que pode também ser feliz.
O que estamos fazendo da Vida?  Não apenas da nossa vida, mas da vida de tantos que sozinhos, buscam ser valorizados, acolhidos, aceitos por normas de estética, de padrões tão falsos, tão ilusórios?
Por que  insistimos em ver aparências, em nos maravilhar com aquilo que julgaram e nos ensinaram ser belo e viramos nossos rostos e nossos corações ao DIVINO que há em todos nós? O que é belo, por apenas ser belo exteriormente, é sempre aceitável? 
Que padrões seguimos em nossas relações e por que os seguimos? Que beleza de fato valorizamos?  Semana passada estava observando algumas crianças, pequeninas, que brincavam entre si numa alegria contagiosa, sem separações, sem julgamentos… Que Cena maravilhosa! Que interação, que felicidade, que união levando ao prazer, ao encantamento… Ali não havia cor, não havia peso, não havia vocabulário que impedisse o desfrutar de momentos realmente prazerosos…
E nós, adultos, que nos julgamos  muito mais “sábios”, o que fazemos com nossos irmãos que têm apenas um corpo, um comportamento, um rosto, uma cor diferente dos nossos, mas que possuem uma Luz tão linda, tão pura e que nos passa despercebida?  Que lentes usamos que nos impede de ver a beleza através de outros e mais reais conceitos?
Rotulamos, apontamos nossos dedos para tudo o que julgamos “não enquadrado”, não aceitável  em níveis tão transitórios da Vida. Deus meu, onde foi parar nossa pureza, nosso acolhimento, nosso  confraternizar?  Que botão apertaram em nós ou que nós mesmos acionamos e nos faz esquecer que SOMOS TODOS UM?
As pessoas são valorizadas por suas roupas, por seus  diplomas, por um falar correto, por sua conta bancária mas e o ESSENCIAL, O QUE DE FATO IMPORTA?
Eu não posso negar que adoro roupas que julgo bonitas, sapatos e Cia ltda. Mas quantas vezes sinto que isto É MUITO POUCO para me trazer a Alegria que aspiro, em algum evento, em alguma festa, em algum momento…
Há algo além das aparências que indiscutivelmente VALE MUITO MAIS. Nossa BELEZA INTERIOR, NOSSO AMOR POR QUEM ANSEIA POR UMA SIMPLES PALAVRA DE FORÇA, NOSSA RELAÇÃO COM DEUS , NOSSA TOTAL CONFIANÇA NELE, O QUE JÁ É MANIFESTADO DO DIVINO EM NÓS.
Quanta dor vislumbrei naquele semblante do protagonista, retratando a dor de inúmeros, como ele ou até menos “diferentes”, que buscamos manter longe de nós!…
Deus do Céu, o que é que nos ensinaram que é belo, que  é ACEITÁVEL? O que é que nos ensinaram que É NORMAL? E, O PIOR: O QUE AINDA CONTINUAMOS A ACREDITAR SER VERDADE???
 
Luiza Gonçalves
 
 
 
 
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Publicado por em Maio 23, 2012 em Bordando Palavras

 

Se eu duvido da “criatura” não estou duvidando também do Seu Criador?

Ontem a noite ouvi uma Palestra sensacional do Valter Borges!
Agradeço a Deus e ao Valter por esta oportunidade! Suas palavras ressoam ainda, não em meus ouvidos, mas em minha alma. Que espetacular “mexida” e, principalmente que espetacular “novo chamado”. Confesso que ao ouvir que uma Palestra se iniciaria naquele momento não me dei conta do que viria a seguir. Acredito até que tive vontade “daquilo” terminar logo. Eu estava ali muito na energia “tenho que estar” ao invés de estar na poderosa e agregadora energia “escolho estar aqui”… E minha impaciência, minha agitação interna me fizerem sentir desinteresse total ao que seria falado naquela noite. Quanta ilusão! Quanta falta de “estado de presença”. Mas o Valter não se deixou intimidar por minha energia não muito positiva. Como poderia? Quem era eu, naquele estado interior, para intimidar um Enviado de Deus naqueles minutos que se seguiriam? Ele tinha duas mensagens poderosas e não seria eu, uma simples “desfocada” quem iria lhe intimidar com minha impaciência e descrença de que aquela palestra que se iniciava me acrescentaria algo…
Bem, vou tentar reproduzir uma destas mensagens aqui. Só uma delas por enquanto, pois a outra me veio muito particularmente e ainda preciso terminar de processá-la e “respondê-la”.
Valter, a certa altura de sua divina dissertação proferiu uma frase que acredito impactou a todos os presentes: “Deus não quer a morte do pecador. Ele quer sim a morte do pecado!”
Ele disse isto com tamanha propriedade, com tamanha força e convicção que o tempo pareceu parar ali… Mas ele prosseguiu…e nos fez vivenciar uma tremenda reflexão. “O que nos faz acreditar que Deus se parece conosco e com a nossa justiça terrena? Medimos Deus por nossas terrenas medidas. Insistimos em vestir a nossa camisa em Seu Figurino mas é exatamente o contrário. “Deus não se parece conosco. Nós é que nos parecemos com Ele”- Valter sabiamente nos afirmou. Fomos criados à Sua Imagem e Semelhança e vivemos nos esquecendo disto. Esquecemos o Poder que Ele nos conferiu ao nos criar e fomos nos distanciando deste Poder e do Seu Criador. Nos consideramos culpados de todos os nossos erros e inúmeras vezes esta culpa não nos move de lugares insatisfatórios, os quais nos promovem tanta tristeza. Acreditamos que para os nossos erros, para as nossas desilusões, para os nossos insucessos em determinadas áreas de vida NÃO HÁ SOLUÇÃO, NÃO HÁ PERDÃO. Nos culpamos quando deveríamos apenas nos responsabilizar. Nos mantemos nos lugares paralisantes da vítima ou do algoz e esquecemos que Deus não nos julga com os moldes da justiça terrena, aquela que também usamos para julgar e condenar nossos semelhantes. Muitos de nós crescemos ouvindo falar de um Deus muito distante, muito severo, cujo dedo aponta ameaçadoramente em nossa direção… Quanta contradição! Estas mesmas pessoas nos afirmaram também que Deus é Amor. E se Ele É Amor como pode se encaixar nestas caracterizações? Será que foram estas contradições que nos fizeram ir nos afastando do nosso Pai, cujo Poder, Bondade e Amor nos são tão evidentes? O que nos afastou de Sua Magnitude, de Sua Sabedoria, de Sua Complacência? O que nos levou a esquecer e até mesmo duvidar do poder de co-criação que Ele nos ofereceu e continua oferecendo? O que continua nos distanciando do Seu Amor: tão imenso, tão caloroso, que nos acolhe, nos perdoa, nos reestabelece, nos capacita quando nem nós mesmos sabemos fazer ou acreditamos ser possível? Não é o Dedo de Deus que continua nos intimidando, nos paralisando e colocando o véu em nossa visão, o qual nos impede de ver que PODEMOS MAIS, que o que aconteceu em nosso passado não necessariamente precisará continuar se perpetuando em nosso presente, em nosso futuro… É o nosso próprio dedo que continua fazendo este “trabalho”. Deus já nos ofereceu o Seu Perdão através da Divina Obra de Jesus. Perdoou e fez, através de Jesus, o Seu Convite: o divino e maravilhoso convite de LEMBRARMOS QUEM SOMOS e ajudarmos outros a fazerem o mesmo. Ele, como nos disse ontem o Valter, fez, através de Pedro, o apóstolo de Jesus, um convite a todos que o dizem amar: “APASCENTA AS MINHAS OVELHAS!” Para isto, precisamos primeiramente “apascentar” nosso juiz interno: severo, extremamente crítico e ameaçador. Precisamos nos perdoar primeiramente por tudo aquilo que nos promove constrangimento e entender que a cada dia Deus nos concede a dádiva do renascimento e, com ela, a oportunidade de VIRARMOS O JOGO em histórias insatisfatórias. Precisamos sacudir a poeira e dar a volta por cima. POR CIMA!
Precisamos exercer diariamente a arte do auto-perdão e da auto-apreciação!
“Ama a teu próximo com a ti mesmo”. Que dia iremos lembrar as últimas palavras deste mandamento? Que dia iremos entender que Deus nos quer vencedores e não vítimas de nossas antigas e pobres criações? Deus nos permite errar inúmeras vezes apenas para nos fazer constatar que o “outro lado”, a outra escolha, a outra atitude, o outro sentimento são os que nos trarão a Alegria almejada. Ele não nos impede de cair em tentação pois geralmente é quando caímos que temos a capacidade de enxergar que o melhor caminho não é o que seguimos… Mas, indiscutivelmente, Ele está sempre ao nosso lado, esperando que voltemos nosso olhar para Sua Misericórdia para envolver-nos com Seu Carinho, Perdão e Amor e nos convidar a levar Sua Palavra a outros corações e mentes que continuam a se auto-martirizar, a se auto-depreciar!
Sim, Deus acredita em nós! Ele acredita que PODEMOS TUDO quando estamos do SEU LADO. Se Ele não tivesse optado por nos salvar- de nós mesmos e de nossas infelizes co-criações- por que enviaria o nosso Mestre Jesus para que sua vida fosse oferecida a este fim? A morte e a ressurreição de Jesus nos prova que Deus continua acreditando em nós! Então, o que continua nos levando a duvidar do Deus que afirmamos amar, acreditar e confiar? O que nos faz esquecer que Deus nos dá, a cada instante, a dádiva do renascimento, a dádiva da reconstrução?
O que nos leva a acreditar que nossos sonhos não podem se transformar em deliciosas realidades? O que nos leva a acreditar que “não temos jeito mesmo”? O que nos faz acreditar que nunca CHEGAREMOS LÁ, onde almeja o nosso coração? O que nos faz afirmar, “dia após dia” que não merecemos, que não poderemos, que não alcançaremos? O que nos mantém duvidando de nós mesmos?
Se eu duvido da “criatura” eu não estou também duvidando do Seu Criador?

Termino este texto com as sábias palavras de Gasparetto: Que Deus esteja com você e que, principalmente, VOCÊ ESTEJA COM DEUS!!!

Luiza Gonçalves

 
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Publicado por em Maio 1, 2012 em Bordando Palavras