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Arquivo da Categoria: Bordando Palavras

Incoerência…

Dizer o tempo todo “sim, eu tenho fé” mas pensar e agir em dissonância com
o que prego não me trará o que Jesus nos afirmou que alcançaríamos através
daquela Fé que remove montanhas. Aquelas palavras, meus queridos, que não
refletem nossos reais sentimentos e posturas, são apenas palavras…
Somente quando minhas decisões, escolhas, ações e principalmente minhas reações
refletirem as minhas crenças mais elevadas, serei capaz de tomar posse das Bênçãos
Divinas que foram prometidas a todos os que exercem a verdadeira FÉ!

“Fazei a tua parte e o Céu te ajudará!”

 

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Publicado por em Fevereiro 27, 2015 em Bordando Palavras

 

Muito Prazer!

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Outro dia, ministrando um Treinamento de Neuro Liderança, tive devolvida a mim, a pergunta que fiz aos participantes: “Todos nós já promovemos um ponto de virada positiva em nossas vidas. O que levou cada um de vocês a modificar um placar negativo e altamente insatisfatório?”
Quando me surpreendi com a pergunta sendo endereçada a mim lembrei-me então desse texto que escrevi há muito tempo atrás e que retratou o início de uma vida e conquistas extremamente satisfatórias. Compartilhei esse momento com os participantes daquele Treinamento e agora, compartilho com vocês o que escrevi naquela época simbólica e que realmente foi um divisor de águas em minha vida pessoal e profissional:

Hoje está sendo literalmente o dia em que “a ficha caiu”.
Que sensação inebriante, poderosa, plena!
Você está no mesmo lugar de sempre mas você não é a mesma.
Algo interno se modificou. Claro, não foi em um clique mágico. Não apertei nenhum botão e mudei a faixa vibratória, muito menos baixou um outro espírito em mim. Houve uma revolução sim, mas o que é uma revolução senão o clímax de um processo que evoluiu lentamente (talvez lento demais, mas tudo bem), gota a gota, passo a passo?
Revolução! Interna e luminosa.
Você se olha no espelho e a sensação é de “muito prazer! Eu sou alguém fenomenal, digna de tudo o que é bom e prazeroso nesse Universo lindo e aconchegante.
Epa – espere- Universo lindo e aconchegante? Mas como, se até poucas horas atrás você sentia que aqui não era o seu lugar, que a vida é dura e que as pessoas sempre lhe decepcionam?
Quem é essa que nesse exato momento sente que a vida é prazerosa e sempre nos oferece o que estamos vibrando? Bom, agora o muito prazer é para você: “Muito prazer, prezado(a) leitor(a). Eu sou uma mulher que há poucos minutos atrás descobriu QUEM É de fato e de direito. Eu fui uma menina, adolescente e, acredite, uma adulta que tentou colocar inúmeras pessoas em um trono cujo lugar só tem UM INDISCUTÍVEL DONO. Fui alguém que idolatrava humanos, querendo fazê-los assumir uma postura que era e é demais para eles. Eu sou alguém que descobriu que enquanto insistirmos em empoderar simples mortais o resultado dessa insanidade será decepção atrás de decepção. Se o trono já está ocupado, caso eu queira modificar esse fato só irei obter frustrações porque não posso cobrar de um súdito o que apenas UM REI pode me oferecer.Prazer em conhecer-lhe e prazer em me Reconhecer. Eu Sou agora a mais nova versão da Luiza Gonçalves que descobriu extasiada que não havia nada de errado consigo mesma a não ser o fato de sempre buscar a perfeição: em si mesma e nos outros. Buscava perfeição em quem tem muita estrada para percorrer a fim de ostentar esse título: eu, você e todos os outros seres humanos. Sim! Humanos e não deuses. Porque não há deuses. Há UM ÚNICO DEUS. E é somente a Ele que a sua adoração deve ser endereçada.
Libertação!!! Essa é a sensação da descoberta. Essa é a palavra que define o sentimento extasiante de finalmente você reconhecer que pode ser você mesma (sem culpas, sem desmerecimentos, sem juízos e sem juízes) porque é apenas quando você se aceita, com todas as suas imperfeições, que você sentir-se-á plena e desfrutará do prazer de ser vírgulas, reticências, ponto e vírgulas e não um ponto final.
Prazer em conhecer-me, em reconhecer-me, em me descobrir e finalmente ME ENCONTRAR!
I AM THAT I AM!

Luiza Gonçalves

 
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Publicado por em Janeiro 18, 2015 em Bordando Palavras

 

A pegunta que não quer calar…

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Deixar o Amor se expressar…             
Que ato grandioso! Que sensação extasiante!!!
Você, com certeza já fez isto um número substancial de vezes. Talvez você não prestou atenção. Não esteve “presente” em um momento tão mágico…
Nós, seres humanos, esquecemos ou não aprendemos o “estar presente”. Em nossas atividades isto se faz notar. Enquanto falamos com um amigo, por nossa mente vagueiam inúmeras imagens, inúmeras suposições, inúmeros julgamentos, inúmeros pensamentos. Estamos em vários lugares, vivenciando vários contextos pessoais. Mas… não estamos com o nosso amigo, a não ser fisicamente. Não sei se isto é egoísmo ou apenas ignorância. O que sei é que esta postura não nos leva a deixar o Amor se expressar, curar, participar, acolher.
O Amor, vezes sem conta, fica do lado de fora – quando faço meu trabalho, quando lavo uma louça, quando dou banho no meu filho, quando falo ao telefone… Nestes momentos, mesmo acompanhada, estou sozinha. Sozinha com minhas conversas internas incessantes, desfocadas, limitantes. E, quando mantenho esta atitude egocêntrica, o amor não encontra espaço para entrar. O mundo gira em torno do meu umbigo e eu esqueço que nem sempre preciso girar com o meu mundo. Estar em estado de presença é aquietar-se. É excluir o giro do mundo naqueles contextos, naquelas conversas com o outro, naquele atendimento, naquele momento. É deixar de “ESTAR” e apenas SER. Se eu faço isto a magia acontece. Sou um canal divino. Sou o canal que permite o amor se manifestar.
Nas vezes que vivenciei isto, a palavra amor ampliou seus significados em meu entendimento. Não havia um “objeto” específico para o amor fluir. Eu não estava com meus filhos, eu não estava com meu companheiro, eu não estava com o meu irmão que sempre me foi referencia positiva, eu não estava com a minha Vó Luiza, eu não estava com o meu tio, meu guia, meu mestre. Eu estava apenas PRESENTE. E como é deslumbrante sentir, vivenciar neste estado, que SOMOS TODOS UM, que somos bem maiores do que pensamos, que somos muito mais poderosos do que julgamos. Somos mais porque Deus está em nós e nós estamos nEle. Ao nos permitirmos tão encantadora vivência,  o mundo se expande para fora do nosso umbigo, além dos nossos limites. Esvaziamos nosso “pote” e o Amor encontra caminho para entrar e sair em nós, por nós.
Em alguns momentos, ao experimentar TUDO ISTO, cheguei a questionar se nós, humanos, sabemos realmente o que é o amor. Porque se amor é o que experimentamos aqui de uma forma tão egoísta, tão controladora, tão focada em UM outro ser, há algo então, maior do que este amor. Este sentimento maior não precisa de ninguém especial do lado de fora. Ele é meu, é seu, não do “outro” com quem estamos ou com quem gostaríamos de estar.
Fica em mim, então, a pergunta que não quer calar:
– Eu amo mesmo alguém…
Ou EU  SOU o AMOR?!
 
 Luiza Gonçalves
 
 
 
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Publicado por em Maio 1, 2013 em Bordando Palavras

 

“O Domador de Pulgas”

“Era uma vez… um jovem que ficou perturbado ao ver um show circense. Um homem se auto-intitulava: “O domador de pulgas”.
Ele batia com um lápis num jarro de vidro destampado com várias pulgas. Elas pulavam, mas não saíam fora do jarro.
 Ele batia mais forte ainda, e as pulgas não pulavam para fora do jarro.
– Não pode ser truque, retrucava sua mente crítica; eu posso ver tudo através da lente de aumento gigante que fora instalada para o show.
 Desnorteado e incrédulo, ao final do show, lá estava ele diante do domador de pulgas:
– Parabéns! Eu nunca tinha visto nada igual. Mas, por favor, diga-me qual é o truque.
– Não existe truque algum, meu jovem. Pulga é igual ao ser humano. Coloquei-as dentro do jarro, tampei-o, usando um anteparo transparente,
 e bati fortemente na lateral do jarro, com o lápis.
As pulgas, desesperadas para fugir, pulavam com toda a força e projetavam seu corpo no anteparo. Com o tempo, observei que elas não tocavam
 mais o anteparo. Assim sendo, elas foram se acomodando e não mais pularam com toda a impulsão. Aí, foi só retirar o anteparo.
A partir de então, elas não mais ousaram pular para fora.
– Até aí, eu entendi tudo. Mas o que pulga tem a ver com o ser humano?
– O ser humano tenta uma, duas, três vezes. Depois, ele não ousa tentar mais, acomoda-se, acostuma-se com aquele espaço e, mesmo provocado,  não consegue sair fora da sua vidinha limitada pela prisão mental imaginária. Fica estagnado e confinado, lamentando a sorte e o destino!”
 
*Desconheço o autor
 
Deveríamos ter sempre a vista um cartaz com a frase “o passado já passou e todos os fatos que ele registrou sobre você não têm que se perpetuarem!”
Vezes sem conta voltamos nosso olhar para nosso passado, não com aquela sensação de que tudo no final valeu a pena mas com o sentimento de que ele decreta em alto e bom tom que o presente e o futuro não podem ser diferentes em relação ao que ele registrou sobre nossas capacidades, sobre o que imaginamos merecer, sobre os resultados insatisfatórios que alcançamos.
Geralmente continuamos a afirmar e a consolidar estas vivências, fazendo com isto, elas de fato se perpetuarem…
 Se algo não deu certo até aqui isto não significa que a história se repetirá. Ela só irá se repetir caso você continue acreditando nisto. Todos aqueles que fizeram e fazem verdadeiros milagres em suas vidas, revertendo situações financeiras indesejáveis, modificando relacionamentos insatisfatórios, alcançando profissionalmente o lugar que realmente merecem, o fizeram e fazem porque se negaram a acreditar em fracassos, se negaram a acreditar que as vivências insatisfatórias do passado iriam se repetir no futuro.
Ignoraram os nãos que receberam e continuaram apostando no SIM que desejavam. Eles escolheram acreditar que podiam TUDO ao confiar em seus Dons e Talentos, sementes divinas que, ao serem cuidadas, produzem frutos inestimáveis.
Não use seu tempo para lamentar o que até aqui não deu certo. Pare de ficar repetindo as velhas histórias de insatisfação para si mesmo, como um disco furado, o qual jamais lhe fará ouvir as “canções encantadoras” que você é capaz de criar.
Use-o, a partir de agora, para enumerar seus Dons, seus Pontos Fortes, procurando, dentro de si mesmo, as respostas para o “COMO USÁ-LOS PARA EU PODER CRIAR A VIDA OU AS MUDANÇAS QUE ALMEJO?”
Pare de acreditar em suas conversas internas desmotivadoras. Suas conversas não representam o que VOCÊ É. Elas são apenas crenças limitadoras que você aceitou como verdades e que fazem de tudo para que você continue validando aquilo que elas  pregam. Você É MAIS, MUITO MAIS que isto. O que falta é VOCÊ se conscientizar e ACREDITAR NISTO.
Crenças são profecias auto-realizáveis. Elas são alimentadas por cada um de nós, day by day,  e sempre nos promovem os resultados que elas afirmam sermos capazes de alcançar.
Em que você acredita sobre você? Quais são os resultados que estas crenças estão lhe promovendo?
Se elas não lhe trazem os resultados almejados e você já sabe que ao mudar nossas crenças mudamos nossas vidas, o que continua a lhe impedir de entrar em ação e criar novas e poderosas crenças que retratem a real verdade sobre você, sobre seus pontos fortes, sobre o SER co-Criador que você JÁ É?
Você quer promover mudanças em alguma área de sua vida? Comprometa-se então a criar novas e poderosas crenças. Alimente-as. Isto não é tarefa para poucos dias. Pode levar algum tempo e isto pode fazer com que você desista da mudança que este exercício lhe promoverá. Você pode afirmar que este exercício é cansativo e que promover mudanças é algo doloroso e massante. Entretanto, doloroso, desmotivador é o quadro que as crenças limitantes que alimentamos, dia após dia, nos fazem vivenciar.
A mesma capacidade que temos para acreditar em crenças limitadoras, alimentá-las e validá-las temos para fazer o inverso do processo.
Lembre-se de lembrar, sempre, sempre: a bola sempre está e sempre estará em suas mãos.
Use-a com sabedoria. Use-a para criar o placar do jogo que você merece!
 
Que a sua semana seja deliciosamente feliz!!!
 
Luiza Gonçalves
 
 
 
 
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Publicado por em Setembro 30, 2012 em Bordando Palavras

 

Eu Sou…

Eu não sou minha profissão, minha conta bancária, meus bens, meus diplomas colecionados… 
Eu sou o que faço com isto. Eu sou fruto das minhas escolhas.
Sou a Força que superou  imensos desafios e a fraqueza que se imobilizou frente a alturas tão pequeninas… Eu sou minhas atitudes.
Eu sou o que agrego. Eu sou o que ajudo os outros SEREM. Eu sou a Fé que exemplifica e não apenas prega o que não vivencia. Eu sou o Amor que já secou lágrimas de olhos amigos, desconhecidos, apagados. Sou aquela  que acolheu corações sem as cores que o fazem brilhar.Sou também aquela cujas lágrimas já acreditaram não ter saída. Sou aquela que esqueceu o Deus que a guia, que a conforta, que a capacita… Sou minha Fé e minhas descrenças.
Não sou as palavras que bordo no papel. Sou a que as escreve a fim de passar a acreditar. Mas, sim, sou também aquela que se extasia quando as faz validar.
Eu não sou a Luz que meu nome evoca em tempo integral e nem sempre a deixo brilhar. Sou, muitas vezes, as sombras que evito encarar, que deixo livres a imperar…
Sou inacabada mas nem por isto pouco iluminada. A Luz que me guia, apesar de mim, sempre está ali, aqui, a brilhar.
Sou sorrisos, sou tristezas, sou amor, sou ainda as dores que não dou atenção, que finjo não perceber. Sou guerreira, sou criança, sou mulher. Todos estes personagens vão moldando meu Ser.
Sou aquela que prega o que precisa aprender. Sou aquela que vai se recriando, como um quebra-cabeças a surgir, a crescer, a se formar. Sou parte da terra, sou brilho do fogo, sou pedaço de mar.
Sou reflexo da lua, sou parte das nuvens escuras no céu, sou frescor matinal.
Sou água cristalina, sou o amargo do sal.
Sou vírgulas,  sou  reticências mas,
                                                     graças a Deus,
                                                                          não sou  ponto final…
 
 
Luiza Gonçalves
 
 
 
 
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Publicado por em Agosto 5, 2012 em Bordando Palavras

 

“Energia Pura”

Outro dia eu assisti a um filme,” ENERGIA PURA” que  “mexeu”  de maneira profunda em mim.
Quantas vezes nos esquecemos que dentro de um corpo feio, maltratado pelo tempo ou pela fisiologia existe uma alma… Uma alma que sente, que sofre, que se entristece, mas que esquece, por causa dos “HUMANOS” de que pode também ser feliz.
O que estamos fazendo da Vida?  Não apenas da nossa vida, mas da vida de tantos que sozinhos, buscam ser valorizados, acolhidos, aceitos por normas de estética, de padrões tão falsos, tão ilusórios?
Por que  insistimos em ver aparências, em nos maravilhar com aquilo que julgaram e nos ensinaram ser belo e viramos nossos rostos e nossos corações ao DIVINO que há em todos nós? O que é belo, por apenas ser belo exteriormente, é sempre aceitável? 
Que padrões seguimos em nossas relações e por que os seguimos? Que beleza de fato valorizamos?  Semana passada estava observando algumas crianças, pequeninas, que brincavam entre si numa alegria contagiosa, sem separações, sem julgamentos… Que Cena maravilhosa! Que interação, que felicidade, que união levando ao prazer, ao encantamento… Ali não havia cor, não havia peso, não havia vocabulário que impedisse o desfrutar de momentos realmente prazerosos…
E nós, adultos, que nos julgamos  muito mais “sábios”, o que fazemos com nossos irmãos que têm apenas um corpo, um comportamento, um rosto, uma cor diferente dos nossos, mas que possuem uma Luz tão linda, tão pura e que nos passa despercebida?  Que lentes usamos que nos impede de ver a beleza através de outros e mais reais conceitos?
Rotulamos, apontamos nossos dedos para tudo o que julgamos “não enquadrado”, não aceitável  em níveis tão transitórios da Vida. Deus meu, onde foi parar nossa pureza, nosso acolhimento, nosso  confraternizar?  Que botão apertaram em nós ou que nós mesmos acionamos e nos faz esquecer que SOMOS TODOS UM?
As pessoas são valorizadas por suas roupas, por seus  diplomas, por um falar correto, por sua conta bancária mas e o ESSENCIAL, O QUE DE FATO IMPORTA?
Eu não posso negar que adoro roupas que julgo bonitas, sapatos e Cia ltda. Mas quantas vezes sinto que isto É MUITO POUCO para me trazer a Alegria que aspiro, em algum evento, em alguma festa, em algum momento…
Há algo além das aparências que indiscutivelmente VALE MUITO MAIS. Nossa BELEZA INTERIOR, NOSSO AMOR POR QUEM ANSEIA POR UMA SIMPLES PALAVRA DE FORÇA, NOSSA RELAÇÃO COM DEUS , NOSSA TOTAL CONFIANÇA NELE, O QUE JÁ É MANIFESTADO DO DIVINO EM NÓS.
Quanta dor vislumbrei naquele semblante do protagonista, retratando a dor de inúmeros, como ele ou até menos “diferentes”, que buscamos manter longe de nós!…
Deus do Céu, o que é que nos ensinaram que é belo, que  é ACEITÁVEL? O que é que nos ensinaram que É NORMAL? E, O PIOR: O QUE AINDA CONTINUAMOS A ACREDITAR SER VERDADE???
 
Luiza Gonçalves
 
 
 
 
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Publicado por em Maio 23, 2012 em Bordando Palavras

 

Se eu duvido da “criatura” não estou duvidando também do Seu Criador?

Ontem a noite ouvi uma Palestra sensacional do Valter Borges!
Agradeço a Deus e ao Valter por esta oportunidade! Suas palavras ressoam ainda, não em meus ouvidos, mas em minha alma. Que espetacular “mexida” e, principalmente que espetacular “novo chamado”. Confesso que ao ouvir que uma Palestra se iniciaria naquele momento não me dei conta do que viria a seguir. Acredito até que tive vontade “daquilo” terminar logo. Eu estava ali muito na energia “tenho que estar” ao invés de estar na poderosa e agregadora energia “escolho estar aqui”… E minha impaciência, minha agitação interna me fizerem sentir desinteresse total ao que seria falado naquela noite. Quanta ilusão! Quanta falta de “estado de presença”. Mas o Valter não se deixou intimidar por minha energia não muito positiva. Como poderia? Quem era eu, naquele estado interior, para intimidar um Enviado de Deus naqueles minutos que se seguiriam? Ele tinha duas mensagens poderosas e não seria eu, uma simples “desfocada” quem iria lhe intimidar com minha impaciência e descrença de que aquela palestra que se iniciava me acrescentaria algo…
Bem, vou tentar reproduzir uma destas mensagens aqui. Só uma delas por enquanto, pois a outra me veio muito particularmente e ainda preciso terminar de processá-la e “respondê-la”.
Valter, a certa altura de sua divina dissertação proferiu uma frase que acredito impactou a todos os presentes: “Deus não quer a morte do pecador. Ele quer sim a morte do pecado!”
Ele disse isto com tamanha propriedade, com tamanha força e convicção que o tempo pareceu parar ali… Mas ele prosseguiu…e nos fez vivenciar uma tremenda reflexão. “O que nos faz acreditar que Deus se parece conosco e com a nossa justiça terrena? Medimos Deus por nossas terrenas medidas. Insistimos em vestir a nossa camisa em Seu Figurino mas é exatamente o contrário. “Deus não se parece conosco. Nós é que nos parecemos com Ele”- Valter sabiamente nos afirmou. Fomos criados à Sua Imagem e Semelhança e vivemos nos esquecendo disto. Esquecemos o Poder que Ele nos conferiu ao nos criar e fomos nos distanciando deste Poder e do Seu Criador. Nos consideramos culpados de todos os nossos erros e inúmeras vezes esta culpa não nos move de lugares insatisfatórios, os quais nos promovem tanta tristeza. Acreditamos que para os nossos erros, para as nossas desilusões, para os nossos insucessos em determinadas áreas de vida NÃO HÁ SOLUÇÃO, NÃO HÁ PERDÃO. Nos culpamos quando deveríamos apenas nos responsabilizar. Nos mantemos nos lugares paralisantes da vítima ou do algoz e esquecemos que Deus não nos julga com os moldes da justiça terrena, aquela que também usamos para julgar e condenar nossos semelhantes. Muitos de nós crescemos ouvindo falar de um Deus muito distante, muito severo, cujo dedo aponta ameaçadoramente em nossa direção… Quanta contradição! Estas mesmas pessoas nos afirmaram também que Deus é Amor. E se Ele É Amor como pode se encaixar nestas caracterizações? Será que foram estas contradições que nos fizeram ir nos afastando do nosso Pai, cujo Poder, Bondade e Amor nos são tão evidentes? O que nos afastou de Sua Magnitude, de Sua Sabedoria, de Sua Complacência? O que nos levou a esquecer e até mesmo duvidar do poder de co-criação que Ele nos ofereceu e continua oferecendo? O que continua nos distanciando do Seu Amor: tão imenso, tão caloroso, que nos acolhe, nos perdoa, nos reestabelece, nos capacita quando nem nós mesmos sabemos fazer ou acreditamos ser possível? Não é o Dedo de Deus que continua nos intimidando, nos paralisando e colocando o véu em nossa visão, o qual nos impede de ver que PODEMOS MAIS, que o que aconteceu em nosso passado não necessariamente precisará continuar se perpetuando em nosso presente, em nosso futuro… É o nosso próprio dedo que continua fazendo este “trabalho”. Deus já nos ofereceu o Seu Perdão através da Divina Obra de Jesus. Perdoou e fez, através de Jesus, o Seu Convite: o divino e maravilhoso convite de LEMBRARMOS QUEM SOMOS e ajudarmos outros a fazerem o mesmo. Ele, como nos disse ontem o Valter, fez, através de Pedro, o apóstolo de Jesus, um convite a todos que o dizem amar: “APASCENTA AS MINHAS OVELHAS!” Para isto, precisamos primeiramente “apascentar” nosso juiz interno: severo, extremamente crítico e ameaçador. Precisamos nos perdoar primeiramente por tudo aquilo que nos promove constrangimento e entender que a cada dia Deus nos concede a dádiva do renascimento e, com ela, a oportunidade de VIRARMOS O JOGO em histórias insatisfatórias. Precisamos sacudir a poeira e dar a volta por cima. POR CIMA!
Precisamos exercer diariamente a arte do auto-perdão e da auto-apreciação!
“Ama a teu próximo com a ti mesmo”. Que dia iremos lembrar as últimas palavras deste mandamento? Que dia iremos entender que Deus nos quer vencedores e não vítimas de nossas antigas e pobres criações? Deus nos permite errar inúmeras vezes apenas para nos fazer constatar que o “outro lado”, a outra escolha, a outra atitude, o outro sentimento são os que nos trarão a Alegria almejada. Ele não nos impede de cair em tentação pois geralmente é quando caímos que temos a capacidade de enxergar que o melhor caminho não é o que seguimos… Mas, indiscutivelmente, Ele está sempre ao nosso lado, esperando que voltemos nosso olhar para Sua Misericórdia para envolver-nos com Seu Carinho, Perdão e Amor e nos convidar a levar Sua Palavra a outros corações e mentes que continuam a se auto-martirizar, a se auto-depreciar!
Sim, Deus acredita em nós! Ele acredita que PODEMOS TUDO quando estamos do SEU LADO. Se Ele não tivesse optado por nos salvar- de nós mesmos e de nossas infelizes co-criações- por que enviaria o nosso Mestre Jesus para que sua vida fosse oferecida a este fim? A morte e a ressurreição de Jesus nos prova que Deus continua acreditando em nós! Então, o que continua nos levando a duvidar do Deus que afirmamos amar, acreditar e confiar? O que nos faz esquecer que Deus nos dá, a cada instante, a dádiva do renascimento, a dádiva da reconstrução?
O que nos leva a acreditar que nossos sonhos não podem se transformar em deliciosas realidades? O que nos leva a acreditar que “não temos jeito mesmo”? O que nos faz acreditar que nunca CHEGAREMOS LÁ, onde almeja o nosso coração? O que nos faz afirmar, “dia após dia” que não merecemos, que não poderemos, que não alcançaremos? O que nos mantém duvidando de nós mesmos?
Se eu duvido da “criatura” eu não estou também duvidando do Seu Criador?

Termino este texto com as sábias palavras de Gasparetto: Que Deus esteja com você e que, principalmente, VOCÊ ESTEJA COM DEUS!!!

Luiza Gonçalves

 
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Publicado por em Maio 1, 2012 em Bordando Palavras